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quinta-feira, 11 de julho de 2013

UMAI God, is it thursday?


Parece que já faz algum tempo que não vos falo sobre culinária. Hoje é o dia, não só porque vou fazer uma jantar maravilhoso (segredo), mas também, porque hoje é quinta-feira, o que significa o melhor dia para jantar fora no local certo.
E o local certo prende-se com novíssimo restaurante UMAI.
Este icon da cozinha tradicional asiática em Lisboa, deixou de estar escondido nos confins da Assembleia, dando lugar ao novo IZAKAYA (tasca japonesa do UMAI), para se dar a conhecer melhor ali para os lados do largo Camões.

(novo espaço)
 

O conceito é o mesmo, e ainda bem. 
Lembrei-me de vos escrever sobre este restaurante, não só por ser o melhor do país neste tipo de culinária, por me ser "familiar" a contar pelos seus ensinamentos, mas principalmente, porque o seu dono é o grande Chef. Paulo Morais: o ícone máximo do sushi em Portugal.
A juntar a isto, como já vos disse (caso não tenham reparado), hoje é quinta feira, e às quintas ao jantar não há melhor local para jantar fora que o UMAI. 
Qual o motivo? Todas as quintas ao jantar, o UMAI contempla o "dia do mercado". Trocando por miúdos, reservas mesa, chegas, sentas-te e vai-te passar pelo estreito os 30 best sellers da casa, tipo degustação. Leste bem, são os 30 melhores pratos da casa, todos eles adaptados à temática de cada quinta-feira (hoje o tema é a Tailândia). No fim, se tiveres ainda na disposição, podes repetir o que quiseres. Tudo isto por  apenas 29.90 euros!!
Caso para dizer que "não são todos os dias" que se comem as especialidades do Chef. Paulo a 30 euros. Mas atenção, desenganem-se aqueles que pensam que é só sushi, porque vai muito para além disso.

Chef Paulo Morais e Chef Ana Lins

Também me lembrei de vos postar isto hoje, porque ando para repetir esta experiência divina há já algum tempo. Mas não perco pela demora, pois ando com ela fisgada...se não for hoje tá para breve.
Por ser um "wanna be sushiman", muitas pessoas me perguntam qual o melhor restaurante em Lisboa para se comer sushi. Sou sempre peremptório e repetitivo na resposta: UMAI!!
Não estou só a fazer publicidade a um grande restaurante, estou principalmente a sugerir-te uma noite que vais querer repetir. Por isso, assegura-te da melhor companhia, que a simpatia e qualidade do restaurante fazem o resto...

Se virem por lá o Chef. digam-lhe que vão da minha parte, e mandem-lhe um forte abraço.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Só de ver, até dá "Fome"


Como vos disse a semana passada, os grandes momentos de cinema voltaram à minha humilde vida.
Procuro filmes emotivos e que transmitam histórias de vida intensas, e se possível histórias verídicas. 
Claro que o elenco tem que ser forte, ou pelo menos, deter um cabeça de cast da minha preferência. E com este filme consegui reunir todas estas noances, já que o actor principal é, nem mais nem menos, que o grande Michael Fassbender, dirigido também pelo grande Steve McQueen. 
Em condições normais, e só com esta informação tinha tudo para ser um filme de estrondo.
À medida que o filme se ia desenrolando tirei logo a ideia de estrondo, mas algo me prendia ao argumento e à nitidez que apresenta em relação aos factos relatados. É de tal forma cru, que a vida humana ganha outra importância em circunstâncias extremas. 
Fui-me lembrando de outros filmes tão chocantes como este, e lembrei-me do "Maquinista", onde Bale pesa cerca de 40 quilos. Então esperem para ver a que ponto Fassbender chega na sua luta... 
Mais uma performance de se lhe tirar o chapéu, deste actor que tanto aprecio, que já me tinha conquistado em "Shame", também de McQueen. 
Os seus papeis tendem a ser muito pessoais, porque nem todos o conseguem fazer da forma como ele o faz.
E um Oscar para este rapaz, arranja-se??
Em relação ao filme:
Raymond Lohan segue a sua rotina diária: é apenas um homem comum que trabalha como guarda prisional na cadeia de Maze, na Irlanda, em 1981. Trabalhando num dos temíveis H-Blocks, onde os prisioneiros republicanos se recusam a tomar banho e protestam por cobertores, ele conhece o inferno que é esta prisão tanto para os prisioneiros como para aqueles que ali trabalham. Davey Gillen é um novo prisioneiro que acaba de chegar a Maze. Apesar de estar aterrorizado, Davey recusa-se terminantemente a vestir o uniforme da prisão. Juntando-se ao "protesto do cobertor", Davey passa a partilhar uma cela imunda com outro “revolucionário”, o prisioneiro republicano Gerry Campbell. Gerry, endurecido com a horrível realidade de Maze, vai guiar Davey pela dura rotina da prisão, treinando-o para o contrabando de objectos e para a troca de “comunicações” com o mundo exterior, através do líder do H-Block, Bobby Sands (Michael Fassbender). Um motim irrompe a prisão. No meio da desordem, os prisioneiros destroem as celas limpas para onde tinham sido mudados. O motim é violentamente esmagado pela força e pelas buscas entre os mortos e feridos. O motim alarga-se a toda a prisão… agora nenhum guarda prisional está a salvo e Raymond é ferido…
Sabe a pouco não é, então tomem:


Este filme merece todo o destaque deste Barão, mas atenção, apenas para apreciadores do cinema mais realista e que premeia a vertente humana. Com alguma coragem, atrevimento, e estômago forte, este é daqueles filmes que vais guardar a tua memória para sempre!! 
Arriscas?

segunda-feira, 8 de julho de 2013

INKrívelmente entusiasmado!!



Acabaram-se as indecisões, os dilemas, os timings, as afinações...os astros alinharam-se e parece que é desta que vai!
Depois de muita meditação e estudo, a minha próxima tatuagem já está em modo prototipo, e nas mãos do Mestre do "old school tattoo" Luís Martins, do conceituado estúdio Pedrada Tattoo.
A minha pesquisa foi avassaladora, porque não queria cometer erros na hora de decidir o que fazer, e principalmente a quem entregar o trabalho. 
Quando me deparei com o trabalho do Luís, a minha expressão foi exactamente esta: "É isto!". Depois também tive a ajuda do pessoal da Waves and Woods, que ao patrocinarem o tatuador, me disseram maravilhas sobre o seu trabalho (algo que eu já suspeitava).
A semana passada, numa das minhas incursões à praia, fui visitar, pela primeira vez, o estúdio e trocar duas palavras com o Luís. A impressão não podia ter sido melhor. Trata-se de um "bacano" no expoente máximo da palavra, e em apenas 5 minutos, que eu temia serem os mais difíceis, pois iria ter que explicar o que queria, ele parecia estar a ler os meus pensamentos à medida que eu lhe ia passando a informação. Afinal, quem sabe sabe!!
Fiquei de marcar uma data para a realização do trabalho, e queria ver se não passava deste mês, mas a ver vamos! 
Não posso deixar passar este momento de excitação face à tatuagem, se não nada feito!
Quando tiver novidades em relação a isto, pronto-fico-me em vos dizer e, eventualmente, mostrar-vos o resultado final.
Entretanto, deixo-vos com os contactos do Luís para poderem ver com os vossos próprios olhos a arte de tatuar:






Não deixem de ver os trabalhos deste artista. 
Mãe, desculpa mas este Barão vai pôr mais tinta no corpo!!


sábado, 6 de julho de 2013

Long Live Rock 'n' Roll nº33


Raios partam a minha memória.
Dia após dia, tenho andado para escrever sobre a banda de hoje, mas por um motivo ou outro, só me lembrei de o fazer agora mesmo. O que normalmente merecia alguma auto-flagelação da minha parte porque são um produto que cujos nomes envolvidos, bem como a sua história, não deixam dúvidas de que temos aqui qualidade acima da média.
Hoje quero falar-vos um pouco de uma banda que me tem enchido os ouvidos de tempos a tempos, e que repesco do meu baú sempre que estou numa travessia do deserto em relação ao rock de qualidade. Tratam-se dos saudosos Sparta!


Os Sparta são uma banda americana de rock alternativo de El Paso, Texas, formada em 2001. Jim Ward (vocalista / guitarrista) e Tony Hajjar (baterista) eram ex-integrantes da banda At the Drive-In (agora já percebem de onde vem a qualidade de que vos falei acima?). Keeley Davis (guitarrista) era vocalista da banda Engine Down.
Com a ruptura entre os membros de At the Drive In, e o consequente fim da banda, os seus seguidores esperaram o pior. Mas, em 2001, surge-lhes uma lufada de ar fresco, com o anuncio do nascimento dos Sparta, que continuavam na senda anterior, mas com a falta de Omar e Cedric...
O risco era enorme para a nova banda, porque tomar a posição de ATDI afigurava-se uma tarefa quase impossível.
Em 2002, editam o primeiro álbum "Wiretap Scars" que veio pôr a nu a continuação da sonoridade da anterior banda, com a qualidade que se esperava. O seu segundo álbum, e talvez aquele que mais sucesso teve entre os seguidores da banda, intitulou-se "Porcelain" de 2004. Em 2006 "Threes" vê a luz do dia, e confirma que a banda esta em óptima forma apostando no underground em torno da fusão entre o punk/rock/hardcore.
Destacaram-se também nos seus gigs, onde não olhavam a meios para despender de toda a sua energia e contagiar o seu público com as suas letras fortes e uma simbiose bruta entre o simples que o rock tem para oferecer. Um desses concertos mais badalados foi em  2004 no La Zona Rosa. 
Fizeram do rock directo o seu trunfo. E ganharam!
Entre 2008 e 2011, Ward resolveu mergulhar este projecto num hiato para reflectir sobre o passado, presente e futuro, o que levou a que muitos pensassem que a banda nunca mais voltaria a tocar junta. Em Agosto de 2011, foi o próprio Ward quem publicou no seu blog "Sparta are awake".
Boas notícias, que em Maio deste ano lançaram a sua primeira música em seis anos "Chemical Feel". Que de resto, aqui vos deixo para audição:

 

Neste momento, diz-se que estão em estúdio a preparar um novo trabalho sob um enorme secretismo. Esperemos que sim, já que não dão concertos há quase dois anos.

Vá lá Ward desenrasca lá mais um álbum para este Barão fazer aquele headbanging maravilha!


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Portugalidade!!!


Estava a ver se me passava a vontade de escrever sobre o nosso país na actualidade, mas não fui capaz. Desculpem!
Prometo ser breve, num relato directo, cru e duro.

Estado da Nação:

Casos de fome num regime que se diz democrático.
Quase metade dos portugueses desempregados.
Povo revoltado mas ordeiro.
Classe política fraquinha, secular, com tiques de vedetismo, incapaz, cansada, sem margem de manobra.
Partidos políticos idem.
Cores, caras e práticas comuns entre a mesa redonda.
Jovens recém formados anseiam pelo primeiro emprego (na sua área) que não existe.
A cada dia o povo procura solucionar as suas vidas no estrangeiro.
Erros políticos repetitivos e masoquistas.
Rostos da política portuguesa, bem como o seu backstage, de bolsos cheios.
Falência da saúde, educação, e das pensões.
País de corruptos e "chicos espertos".
3ª idade completamente desamparada.
Democracia com tiques oligarcas.
Futuro incerto.
Esgotamentos e taxa de suicídio aumentam de forma preocupante.
Pessoas com 50 anos e vida feita, vêem-se a começar do zero.
Pais que já não conseguem amparar os seus filhos.
Milhares de alunos universitários vêem as suas matrículas suspensas por falta de pagamento das propinas.
Sindicatos sedentos de "sangue".
Patrões aproveitam para explorar.
Taxa de natalidade mais baixa de sempre.
Austeridade das mais agressivas do mundo.
Carga fiscal insuportável.
Falta de incentivos ao novo empresário.
País de pensadores e opinadores que não sabem ler nem escrever a nossa história.
Enorme pressão política externa.
Governo em coma.
Municípios falidos.
Milhares de obras paradas.
Pessoas despejadas constantemente.
Ricos mais ricos e pobres mais pobres.
Fim da classe média.
Monopólios sedentos nos principais sectores do país.
Quem ousa dizer a verdade é censurado.
O verde de esperança da nossa bandeira está a dar lugar ao vermelho do sangue...

Para onde nos querem levar seus ratos?????
Atenção às ratoeiras...









terça-feira, 2 de julho de 2013

Num limbo literário


Já faz tempo que li o meu último livro. Não por falta de tempo ou vontade, antes por uma tremenda indecisão na hora de saber qual o próximo.
Desta vez estou bastante exigente, quero algo que me faça devorar páginas como se o amanhã nunca viesse a suceder ao hoje. Queria "aquele" livro, que quando terminasse, me levasse a ir contar aos quatro cantos do mundo que o tinha lido. No meio disto tudo, também não queria uma fantasia, nem uma ficção muito desmedida. Prefiro algo mais humano e possível, que consiga transmitir muito mais que um simples raciocínio interpretativo. Algo que me conseguisse tornar uma pessoa mais culpa e coesa através dos seus pensamentos.
Semana após semana, a entrar nas livrarias numa prospecção intensiva, mas nunca decisiva, ao que parece consegui reduzir a minha indecisão a dois títulos.
São eles: 

 

Fala da experiência mais pura que um homem pode ter tido num campo de concentração nazi, em plena 2ª Guerra Mundial. Como um dos meus filmes preferidos é "O rapaz do pijama às riscas" penso que se este for o escolhido será uma mais valia para a minha pessoa.


Porque não vi o filme, este título está em tudo o que é top prestigiado de livros ao nível mundial. Passa-se noutra das minhas épocas preferidas, a fazer lembrar uma das minha séries de eleição "Boardwalk Empire". Nos inícios do séc. passado, é uma das poucas histórias em que o amor não vence. Já para não falar  de que é um dos livros de sugestão para a formação escolar no 12º ano. Por isto, parece-me que posso crescer com este livro.

Outros ficaram de fora, mas cada vez que me lembro deles tendo a voltar ao limbo das indecisões. Assim, por agora, vou decidir entre estes dois. Com a certeza de que vou ler os dois, apenas não sei por onde começar...
Este Barão também aceita sugestões, dentro destes parâmetros. Obrigado!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Acolá atrás do pinhal...


Depois de muito tempo arredado das longas metragens, muito por culpa de algumas séries televisivas, tive que fazer um interregno forçado quando li a informação sobre este filme: "The Place Beyond the Pines".
Um elenco que agrada desde de logo a gregos e a troianos, ou melhor a todas as orientações sexuais, com as presenças fortes dos fetiches femininos Ryan Gosling e Bradley Cooper, e da bombástica Eva Mendes.
Este filme descura o típico sex appeal dos actores em questão, segundo comentários de amigos e amigas, mas não se esquece nunca das suas performances intensas e cheias de qualidade. Neste campo, para mim, é dos filmes onde Ryan tem mais cenário!!
Do realizador de "Blue Valentine" e com actual 7.5 no IMDB, "O lugar onde tudo termina" conta-nos a história de pais completamente diferentes, com realidades diferentes, mas com um objectivo comum: fazer o melhor que podem com aquilo que têm. E assim, um dia, sem maiores avisos as suas vidas cruzam-se o que  desencadeia uma história cheia de reviravoltas, embora algumas sejam completamente previsíveis.
Na essência este filme não tem quaisquer semelhanças com "Blue Valentine", além de Gosling como protagonista.  Porém, o modo como o seu realizador lida com os temas é bastante comparável. Se no primeiro o foco é a relação entre Dean (Gosling) e Cindy (Michelle Williams), intercalada por dois períodos distintos, em "O Lugar Onde Tudo Termina" a estrutura narrativa é mais linear, mas o tratamento da temática central (pais, filhos, relações familiares e o legado que deixamos para as novas gerações), de certo modo, encontra ecos no primeiro filme do realizador.
A grande diferença está no tom com que tudo é contado.
Resumindo: 
Começamos por acompanhar a vida de Handsome Luke (Gosling) na sua moto, cortando um parque de diversões enquanto tenta chegar a uma espécie de circo, onde demonstra ao público as suas habilidades no Roda da Morte. Depois do espectáculo ele esbarra contra uma antiga paixão, Romina (Eva Mendes) e descobre que a jovem tem um filho seu. Assim, Luke começa por pensar a respeito de acabar com o seu estilo de vida solitário para cuidar do seu filho. Procurando por maneiras pouco ortodoxas de conseguir dinheiro para dar uma vida confortável ao bébé e a Romina, Luke entra num esquema de roubo de bancos com Robin (Ben Mendelsohn), em grande estilo. 
O que o rapaz ignora é que já não há mais lugar para ele. Romina afinal tem um novo namorado, uma nova vida e tudo se ajustou durante o ano em que ele esteve fora de Schenectady...a partir daqui já não conto mais!
Servi-vos as entradas agora é com vocês.
Este Barão adorou o filme, por isso, e como tenho sempre razão vocês também vão adorar (pelo menos os homens, por ser um filme mais cru). Fica o trailer: