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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Portugal save de Queens of the Stone Age!!!


Para mim, a seca acabou, o fim do mundo deixou de fazer sentido, a crise é coisa que não me assiste, o pai natal fica bem de vermelho e branco, o Porto pode ser campeão, o Sporting pode acabar...estou nem aí para o que se vai passar em Portugal nos próximos tempos! Porque hoje saiu uma das notícias mais desejadas da minha parte em muitos anos:

Queens of the Stone Age em Portugal
(20 de Julho Superbock Superrock)

Ele era fóruns, sites, blogs, petições e desespero à mistura, ao longo destes últimos anos, para que estes senhores do rock viessem tocar a terras de Afonso Henriques, e como uma das maiores virtudes é ser paciente, parece que desta vez ganhámos!
Da minha parte, é das poucas bandas que gostava de ver e ouvir antes que algo de mau se passasse, a mim ou a eles. Por isso, no próximo dia 20 de Julho de 2013, aconteça o que acontecer, a organização do SBSR pode, desde já, contar com a minha presença, até porque não vou faltar a este concerto por nada deste mundo e do outro.
Os Queens of the Stone Age, são talvez a minha banda de eleição há anos, e têm um dos músicos que mais admiro no panorama, o senhor Josh Homme. A juntar a isto tudo, a boa notícia de que vão tocar o novo álbum (a sair em inícios de 2013), com regressos de Dave Grohl e Nick Oliveri, o que volta a elevar a banda a um nível galáctico. Depois deste concerto já dou por muito bem empregue a minha passagem pelo mundo dos vivos, sem com isto dizer que não os possa ver mais vezes no futuro...é que uma banda que toca em Portugal, raramente resiste em não voltar.

A travessia do deserto vai começar, preparem-se para esse dia.
É caso para dizer: "God save the Queens of the Stone Age"

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Crise, precipitação, Natal e espanholadas!


Tempos como este são os que melhor demonstram a cultura do povo português.
Para além da famosa crise financeira, o povo português tem traços culturais que, por vezes, nos passam ao lado, a nós que fazemos parte integrante desse grupo. E nesta matéria parece que os astros se alinharam na perfeição, trazendo consigo flagrantes tiques culturais desta nação.
Crise + mau tempo (chuva) + Natal + presentes = centros comerciais à pinha! 
Não é novidade nenhuma que esta crise tem encurtado o poder de compra dos portugueses, mas como explicar aos nossos ente queridos que este ano não deu para lhes comprar uma lembrança? Juntando a isto, o mau tempo que se faz sentir um pouco por todo o território nacional, está para nós portugueses, como as radiações nucleares para Chernobyl, tal é a alergia que as pessoas têm, principalmente à chuva. Se repararem quando chove em Portugal não se vê paz de alma na rua, ao contrário de outros países onde a chuva não os impede de nada, aqui é motivo de desculpa para tudo. E a que o nosso povo mais utiliza a quando do tempo chuvoso é o "barricamento" em centros comerciais. Sabendo de ante mão que esta quadra natalícia, só por si, já é a que mais gente leva a consumir nos shoppings, na necessidade de comprar aquela lembrança para o familiar ou amigo...tudo isto só podia resultar numa rumaria diária às superfícies comerciais, que por estes dias levam mais gente que o santuário de Fátima em dia s santos. 
A crise, nesta balança de necessidades, parece não ter muito peso, a constatar pela composição social que os centros comerciais apresentam. Portugal é, e sempre será assim...
Quanto a mim e à minha família, passo a expressão, "cagaram as patas" porque, desde o ano passado, que os presentes são comprados depois de 25 de Dezembro. E não sou espanhol, mas a minha tendência é de comprar os presentes a metade do preço nos saldos, até ao dia de Reis, dia em que os espanhóis trocam presentes. Acho que faz muito mais sentido...se posso comprar a metade do preço daqui a 15 dias, porquê comprar agora? Basta pensar um pouco...

De referir que ainda não comprei rigorosamente nada para ninguém, e a mim me incluo. Mas anseio pelos saldos, para estoirar as poupanças! Ou não...

Este Barão vai criar o seguinte movimento: 
"Prendas de natal à espanhola, para não ter que pedir esmola"    

domingo, 16 de dezembro de 2012

O sushi baronês é de comer e chorar por mais



O mundo do sushi não pára de me surpreender!
Então não é que um estudo feito no Japão, a milhares de pessoas, afirma que, quanto maior for a regularidade de ingestão de sushi, maior será o índice de beleza. Segundo tais conclusões, o sushi mexe com as células responsáveis pelo nosso aspecto físico individual, estimulando, de certa forma, os nossos catalisadores de beleza naturais.
Pensando assim, para quê recorrer a operações plásticas para alcançar aquele aspecto desejado? Talvez por isto, O Japão, dos países desenvolvidos, é aquele que apresenta os números mais baixos em termos intervenções cirúrgicas com fins estéticos. Para além de se poupar uma massa valente, está-se a recorrer a um método bem mais saudável pela sua vertente não evasiva.
Eu sou um exemplo claro deste estudo, se quando era pequeno a beleza era coisa que não me assistia, agora e depois de ingerir kgs de sushi todas as semanas, cheguei a níveis altíssimos de beleza. Sou a prova viva de que este estudo está certo.
Depois deste aparte, devo dizer-vos que existe no sushi que faço, uma fórmula inovadora e muito mais avançada, que permite à pessoa que o coma, numa só vez, resultados muito mais positivos do que qualquer outro sushi fast-food, ou seja, o meu sushi está de 1 para 5 no que toca a resultados mais rápidos. Não, não é baseado na baba de caracol que conferiu ao Roberto Leal aquele aspecto juvenil...baseia-se na qualidade dos produtos e no amor que lhe transmito aquando da confecção.
Se repararam na foto acima (as senhoras de certeza que sim), podem ver que até uma pessoa já bela por si só, como o Jon Kortajanera, depois de ter ingerido duas caixas do meu sushi reparámos que ficou mais bonito cerca de 5 segundos.(foto tirada na minha marquise) 
Já fui contactado por individualidades do mundo do espectáculo para que passa-se a ser seu sushiman exclusivo, convites esses que tenho declinado visto que quero um mundo mais belo, e não apenas os que aparecem na TV. Entre eles, Manuela Moura Guedes, Maria Rueff, Lili Caneças, Fernando Mendes... Até agora, só posso dizer-vos que o estrabismo agudo que Rita Pereira possuía já passou à história...

Não acreditam neste bigode milagreiro? Então provem... 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Fim do mundo em risco!


Malta, é com muito orgulhoso, e algum alívio à mistura, que vos continuo a escrever todos os dias. Não é nada fácil para um blogger como eu viver na incerteza de que o amanhã possa jamais chegar.
Pelos vistos passámos todos ilesos pela primeira previsão do colapso do planeta Terra, ou fim do mundo como queiram. De facto, alguns peritos e sábios apontavam para o passado dia 12, mas sem sucesso. Pelo que consegui apurar o fim do mundo terá sido adiado para o próximo dia 21 por falta de verba. Ah pois é, não é só o país que está em crise, ao que parece este mal também atingiu fortemente os orçamentos dos organizadores deste grande evento "O Fim do Mundo". Segundo um testemunho que pude apurar, a organização do fim do mundo, teve que canalizar tais verbas para as despesas de Natal com os seus funcionários, através de fringe benefits, tais como cabazes de natal e garrafeiras do Dão e Douro. Esta medida foi opção como compensação de lhes terem retirado os subsídios de Natal. Convínhamos, uma medida controversa, visto que esses tais fringe benefits, ou são ingeridos rapidamente, ou o próximo dia 21 de Dezembro assinalará a última oportunidade para tal.
Depois de terem sido canceladas todas as encomendas de luzes e enfeites de Natal, pela maior parte das câmaras deste país, os responsáveis pelo fim do mundo, ou pelo menos o deste país, comprometem-se em que, desta vez, não passa de dia 21!
Por isto, se guardaram alguma coisa para dizer, digam, para fazer, façam, para experimentarem, experimentem...que os nossos dias estão contados. Vão por mim, já escapámos na viragem do milénio em 99/2000, escapámos no passado dia 12, mas não escaparemos do próximo dia 22!
E se escaparmos, os especialistas dirão que foi por culpa do buraco das contas públicas.
Visto que, pelo menos, em relação ao nosso país, não se perdoam dívidas, o fim do mundo seria a melhor opção tomada por parte do nosso governo para que a senhora Merkle nos perdoe qualquer coisita. "...como 1º Ministro de Portugal, temo ter que afirmar que, pelo menos a nossa nação foi alvo do Fim do Mundo, por isso, a partir do próximo dia 21 de Dezembro, não contem mais connosco, ok?" fim de citação.

Como este bigode tem poderes mágicos, promete-vos que escreverei novamente no dia 21, 22, 23, 24, 25...já não sou menino para cair uma terceira vez!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Long Live Rock 'n' Roll nº8


A minha veia roqueira parece ter como paragem obrigatória, de vez em quando, o mundo do stoner. Mas neste tipo de rock, nem todas as bandas me conseguem satisfazer.
Várias são as formações deste tipo de som que consumo, contudo, a minha sede por novas sonoridades é imensa, e, pontualmente, tenho que arregaçar as mangas e por as mãos ao trabalho de pesquisa. Numa destas minhas incursões pelo mundo do rock do deserto descobri os holandeses Sungrazer. Foi o ano de 2010 quem trouxe esta bela surpresa à tona, e deu a conhecer o seu primeiro trabalho auto-intitulado, que os catapultou para os palcos dos maiores festivais de música da Europa.
Esta banda europeia já foi alvo de rasgados elogios de gente bem popular do movimento stoner, com por exemplo, Josh Home dos QOTSA.
Um ano mais tarde, em 2011, a banda lança o seu segundo registo "Mirador", que em 7 faixas e 48 minutos consegue condensar o que de melhor o mundo psicadélico e desert rock tem para oferecer. Vozes suaves e riffs bem rasgadinhos são as características máximas dos Sungrazer, o que nos faz viajar entre as suas extensas faixas.
Ao contrário do que se possa pensar, o som desta banda poderia muito bem ser a banda sonora perfeita para um momento de descontracção e relax, um pouco diferente dos demais nestas andanças. Afinal existe espaço para todos, desde que a qualidade seja patente.
O rock sujo parece ter vindo para ficar, e os Sungrazer são exemplo claro disso mesmo. 
Estejam atentos a este espaço que, mais tarde ou mais cedo, novas bandas se farão ouvir pela responsabilidade deste Barão.
Como sempre, aqui vos deixo esta malha:


Este bigode inspira-se!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

De volta dos Volta...


Quem me conhece sabe que sou completamente vidrado em ténis (os que se calçam).
Sempre tentei evitar marcas e modelos que toda a gente usasse, mas esta tarefa nunca foi fácil, até porque, aliada à dificuldade de encontrar marcas que representassem nixos de mercado, haviam também os preços por estas praticados. Mas a opção era minha, sempre detestei usar alguma coisa igual a toda a gente.
Quando vim viver para Lisboa esta tarefa tornou-se muito mais fácil, pois comecei a ter acesso a lojas e marcas que nunca antes tive.
Há cerca de 4 anos, não sabendo que ténis iria comprar, fui à minha loja de eleição no Bairro Alto (não vou dizer o nome), e reparei que uma nova marca fazia a montra da mesma. Entrei e foi como amor à primeira vista, queria todos os modelos. Tratava-se da Volta Footwear, uma marca italiana, muito recente, e que primava pelos seus modelos completamente fora do normal. Não tinham nada que ver com os banais Vans, All Star...ali encontravas a qualidade aliada ao bom gosto.
No meio de tanta indecisão, lembro-me do primeiro par que experimentei na dita loja. Uma sensação de conforto que nunca antes os meus pés tinham sentido antes fez-se sentir de imediato. E aí fiquei a perceber que não podia sair dali sem os levar comigo. 
A grande diferença, é que sendo uma marca muito pouco conhecida, apenas manda para cada loja 2 pares de cada número e modelo, o que vinha de encontro com as minhas pretensões de exclusividade.
São ténis feitos à mão, e se à primeira vista vos podem parecer frágeis e banais, experimentem para ver a diferença. Parecem umas luvas para os pés. No meio de tudo isto, hoje à distância de alguns anos, sinto-me um autêntico privilegiado por ter no meu armário 3 pares desta marca, todos eles de colecções diferentes, e todos eles a 90 euros. Sim, era também o preço que me fazia sentir assim, era como ter comprado um Ferrari ao preço da chuva, percebi logo. Hoje, quem estiver interessado ou tenha ficado apaixonado pelos ténis da Volta, não irá ter que desembolsar apenas 90 euros, longe disso, eles agora estão à módica quantia de cerca de 200 euros, não me perguntem porquê. Quando soube disto sabia que nunca mais iria ter nenhuns, nem sequer em saldos! Mas 3 já cá cantam...
Sendo os ténis italianos, numa visita turística que fiz a Roma, andei sempre com eles debaixo de olho, mas, mesmo assim, custavam 160 euros... 
Para os amantes de ténis aqui fica o link da marca a seguir:
http://www.voltafootwear.it/

Dê-ão uma vista de olhos e digam se não concordam com o gosto do meu bigode.  

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Não é só o dinheiro que está mal distribuído neste país!!!


Todos nós já ficámos sensibilizados quando estivemos perante uma situação em que os direitos humanos, ou quando as necessidades básicas do ser humano estavam em falta. Este contexto é, sem dúvida, daqueles que nos deixam mais sensíveis em relação ao que se passa com os nossos semelhantes. Mas, na maior parte das vezes, são sensações momentâneas ligadas a certo tipo de reportagens televisivas, cenas de filmes, ou mesmo documentários sobre a vida do comum ser humano.
Sempre houve fome no planeta Terra, mesmo com todo este desenvolvimento. O que é mais normal quando pensamos em pessoas que passam necessidades, são os casos de doença e fome relacionados com países de 3º mundo, mais concretamente, países africanos. No entanto, estes contextos, muito por culpa do Homem, têm se vindo a alastrar um pouco por todo o globo, chegando mesmo a sítios que nunca se pensou poderem chegar. Mesmo que a democracia prevaleça nesses países. Por isso, quando alguém afirmou que "nunca morreu ninguém à fome num país democrático", não é bem assim...
Tudo isto para vos falar do que me aconteceu no sábado passado, quando seguia, todo bem disposto, para um concerto no Santiago Alquimista. Ao chegar ali à zona da casa dos bicos (actual museu Saramago), parei num semáforo, e reparei em duas carrinhas enormes com as portas de trás abertas onde dezenas de pessoas faziam fila com sacos na mão. Ao ver esta situação soube logo do que se tratava e o meu coração quase parava. Não, não vivo noutro planeta, e sei que esta prática acontece todos os dias, quando voluntários se dedicam à solidariedade e vão fazer roteiros da sopa dos pobres. O que me chocou não foi isso, mas sim o facto das pessoas que estavam na fila não serem sem abrigos (daqueles sujos e com mau aspecto que vivem debaixo do átrios dos prédios), ao invés eram pessoas que podiam muito bem ser o meu vizinho do lado, um meu ex professor, um funcionário público, ou mesmo um colega de faculdade...
No meio de tanto choque consegui perceber que eu podia ser uma daquelas pessoas! 
Vi pessoas normalíssimas, que deixaram a vergonha de lado pelo que pôr no prato. Ali estavam, esperando pela sua vez para que pudessem fazer aquela refeição, não chegando a casa de mãos a abanar.
Quando voltei a mim nem vontade tinha de ir a lugar algum. Nunca tinha presenciado esta situação, e por mais normal que seja, hoje em dia, é daquelas que nos fazem descer à realidade. Uma coisa é ver na TV outra é presenciá-la e olhar cara a cara para pessoas, como eu, que passam fome.
A revolta foi ainda maior na segunda-feira seguinte, quando assisto à notícia de que Portugal desperdiça um milhão de toneladas de alimentos por ano! Acham isto normal? Mas em que país vivemos nós?

O meu bigode tem vergonha dos bonecos que mandam nesta merda de país!