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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O derby dos velhos tempos


É com grande orgulho que vivo mais um dia de derby lisboeta, e do futebol português.
Longe vão os tempos em que as rumarias começavam pela manhã, carregando os tachos e as geleiras, e a invasão à segunda circular, ao fim de semana, era um momento digno de registo. A paixão era tal que o jogo parecia começar muito antes do apito inicial. Pessoas de todo o país, e até emigrantes, rumavam à capital para assistir àquele que era o jogo Rei do futebol português. Mesmo não havendo crise, o espírito deste jogo entre Sporting-Benfica, deixava para segundo plano todos os problemas da vida dos portugueses.
Nesses anos a magia era outra, o ambiente em torno do estádio também, as discussões clubísticas tinham o seu início semanas antes não tendo, no entanto, previsão para o seu fim. Até o horário do jogo era outro, algo que levava famílias inteiras ao estádio, e dava a entender aos senhores do futebol que Sportvs não faziam falta nenhuma. Para mim é este um dos grandes cancros do futebol português: o monopólio da Sportv, que o veio desvirtuar e retirar a alegria de assistir pela TV aos jogos do clube do coração do povo. A questão agora é outra: Ou se tem Sportv, ou se tem dinheiro para fazer o avio do mês!
Regressando ao tema que me trouxe até aqui, quero lembrar-vos do jogo de futebol que mais me fascinou, e que, sendo o primeiro que me lembro ver, bastou-me para perceber qual o desporto que iria praticar sem olhar a meios. Sem contar, com o facto de ter sido o único jogo de futebol, até hoje, que me fez chorar em frente à TV. Refiro-me ao célebre 3-6 da época 1993/94, para mim o melhor jogo de futebol de sempre, por diversos motivos.

A nitidez desta lembrança na minha memória é tal, que me recordo como se fosse hoje, de todos os pormenores do jogo. Dos onze iniciais, do árbitro, da marcha do resultado, de quem comentava o jogo, das substituições, e de me ver de joelhos em frente ao televisor a suplicar para que o meu Benfica passasse para a frente do marcador (algo que não foi nada fácil), de ainda ler mal, e dizer aos meus pais que o João Pinto era "médico" em vez de "médio", quando aparecia a informação do jogador no ecrã. Até saudades tenho dos saudosos anúncios da Robialac, que iam pintando a minha televisão sempre que dava uma repetição....
Até no futebol o "antigamente" soa muito melhor do que o "presentemente"!
Para quem na altura ainda não tinha noção do que era o futebol, ou simplesmente nunca viu estas imagens, aqui vos deixo, com alguma nostalgia e servindo de aquecimento para logo, um resumo deste derby que marcou a minha vida:



No arquivo VHS do Barão esta cassete tem um lugar muito especial!





sábado, 8 de dezembro de 2012

Uso, gosto e não me importo!


Há cerca de um ano atrás, rendi-me a uma peça de roupa íntima masculina, do tempo da 2ª Guerra Mundial.
Os tempos têm destas coisas, e os nossos nem sempre trazem progresso e reinvenção, ainda para mais no mundo da moda, onde o que os nossos avós usavam há 60 anos atrás é agora motivo de vaidade.
A peça de que vos falo são os lendários Long Johns, que se usavam  muito no início do século 20, mas por motivos de sensualidade se vieram a perder no tempo. Agora usam-se como roupa interior ou peça de roupa caseira (como eu gosto de lhe chamar), mas antes até podia ser usada na rua, como de resto se pode ver na foto.
Eu, comprei os meus dois primeiros pares no Inverno passado, e desde então não quero outra coisa na hora de vestir roupa para desfilar por casa.
Hoje, são muitas as marcas que voltaram a pôr esta peça de roupa masculina nas gavetas dos senhores, e a minha já conta com alguns pares. De início, sou sincero, custou-me um ponto a adaptação visual, dado que a sua parecença com as leggins femininas deixavam o meu psicológico visual um pouco transtornado, mas depois deixei-me de preconceitos, e rendi-me à comodidade que os Long Johns me conferem.
Acreditem, não há nada mais confortável ou quentinho para andar por casa à vontade. A única coisa que têm de ter é capacidade de encaixe para as críticas vindas dos vossos amigos, cada vez que lhes abrem a porta de casa nestes preparos. Comentários como: "Mas que paneleirice é essa pah!" ou " Vestis-te as leggins da tua mulher?". O que é certo é que estas velhas peças de roupa só são esquisitas para quem nunca as usou, porque quem sabe do que falo percebe-me perfeitamente. De certeza que em segredo já um ou dois amigos meus usam disto em casa...
Devo dizer ainda que, os meus pijamas old school já não vêem a luz do dia desde que descobri esta pequena maravilha que os nossos antepassados nos deixaram.
Esta é a prova viva de que o  futuro e o progresso nem sempre nos trazem coisas melhores. Já me estou a ver bem velhote e ainda a usar esta peça intemporal.
Não sejam preconceituosos e experimentem.
Eu uso, gosto e não me importo!(como diz o outro) Até há varanda vou com os meus Long Johns!
Vergonha de quê, se estou a usar uma peça de roupa bem masculina? E se grandes machões como Russel Crowe, em Cinderella Man, também os usavam?
Este Natal esqueçam as peúgas ou cuecas aos bonecos, façam como eu e peçam destes:

O meu Bigode sabe que a moda é mesmo assim: Primeiro estranha-se depois entranha-se!


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Long Live Rock 'n' Roll nº7


Estou a passar por uma fase muito patriótica, pelo menos no que toca a novos horizontes musicais.
Ultimamente no meu ipod têm rodado, sem parar, bandas como Linda Martini, Men Eater, Black Bombaim, e outras bandas de rock português desta nova vaga de inspiração lusa. Mas descobri há pouco tempo uma banda que me tem enchido as medidas, fazendo-me lembrar a altura em que tive conhecimento da existência de Linda Martini, a sensação de prazer está a ser muito semelhante.
Falo-vos dos Balão Dirigível. Ainda não consegui descobrir se este nome é baseado em "Led Zepplin", mas se for o caso estão de parabéns!
Um quinteto alentejano compõe esta banda bem portuguesa, até porque escolheram, e bem, cantar na língua de Camões, o que é sempre um risco. Mas desta vez bem ganho.
Este projecto musical baseia-se numa vertente pós-punk ou altern/rock, como preferirem, com características que lhes valeram já enumeras comparações com bandas como At the Drive In. Realmente, esta comparação, a meu ver, foi muito bem sacada, contudo era injusto restringir o valor da banda, quanto à sua sonoridade, apenas a algo que já foi feito, até porque os Balão conseguem ser bastante originais. Afinal todos nós temos influências naquilo que fazemos.
Até à data, têm apenas um registo, um EP composto por quatro faixas, caracterizadas sobretudo pelo seu peso instrumental irrepreensível. As suas letras soltas, bem à imagem de Linda Martini, conferem-lhes mais conforto quando se canta em português.
Por isto mesmo, este Balão só pode ter um destino no seu trajecto aéreo: o infinito, voando bem bem alto.

Deixo-vos um exemplo de como este Balão voa bem além:

 

Se gostarem, ainda têm tempo de vê-los hoje (dia 6/12/12), pelas 22:30h no Bacalhoeiro, em Lisboa. O Barão vai lá estar com toda a certeza.

    


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Playmobile Sushi please!!!


Em vésperas de mais um serviço desta grande arte, deu-me o apetite de vos falar um pouco mais sobre alguns dos aspectos que fazem do Sushi um vício. Não tem nicotina,cafeína, nem coisas acabadas em "ina". Então mas porquê o vício?
Normalmente, a primeira vez que se come sushi não é lá uma experiência muito boa, pelo que tenho ouvido por aí. Ou se escolhe mal o restaurante, ou os alimentos não tinham a melhor qualidade, ou foi num buffet onde o sushi já está feito à algumas horas, ou, simplesmente, por falta de informação se começa ao contrário, ou seja, das peças mais hardcore para as mais suaves.
A minha primeira vez também foi algo traumática, até porque não sabia para o que ia, não tive aquele tempo de preparação psicológica, e a fome era negra.
Mas o pior de tudo é parar, e embirrar com este tipo de cozinha. É o que faz muita gente, por ter tido uma primeira vez menos boa faz de imediato um risco no sushi e nunca mais volta a tentar, acontecendo por vezes, ser uma má influência para amigos que desejam experimentar.
A partir da primeira vez, é sempre a enfardar.
Depois também acontece a muito boa gente que por adorarem comer, comem sushi com a mesma voracidade como comem outro tipo de comida, afirmando adorar sushi mas nunca tendo realmente a verdadeira sensação de prazer do que é comê-lo.
Hoje, que já entendo muito mais sobre este tipo de cozinha, sou homem para vos deixar uns conselhos, que se seguirem à regra vos vai deixar com água na boca cada vez que alguém proferir a palavra "sushi". Vamos a isso:

-O sushi, por mais fome que se possa ter, deve ser ingerido de uma forma quase romântica. Cada peça tem o seu sabor e o seu modo de satisfação, por isso, nada melhor que uma música relaxante para impedir que a gula vos atrapalhe;

-Ao escolher uma peça para comer procurem encontrar todos os sabores que estão na vossa boca, e depois encontrem a simbiose de sabores que todos os ingredientes juntos vos oferecem;

-Procurem alternar um maki com sashimi, ou um quente com um frio. Assim, conseguiram perceber melhor o sabor característico de cada peça;

-Saibam diferenciar o bom sushi do mau. É fácil: o bom sushi é aquele que se desfaz na boca, aquele que se consegue descobrir o arroz grão a grão, aquele que vos oferece o real sabor dos alimentos, ou seja, quando escolho comer algo com manga pepino e salmão, os três ingredientes têm que deter os seus sabores próprios, mesmo estando misturados. Por outro lado, o mau sushi é aquele que parece pastilha elástica, ou um ingrediente que absorve o sabor de todos os outros;

-Quanto à soja, é essencial no sushi, mas em quantidades reduzidas, porque já vi pessoas que absorvem de tal forma a peça de sushi, que no fim da refeição apenas sentiram o sabor da soja. Esta tem uma sabor tão forte, que se não for usada como deve ser, retira todos os sabores dos outros alimentos;

-Outro erro comum, é na forma de comer nigiris. Nunca molhar o arroz do nigiri na soja, porque este já tem o tempero próprio do sushi Su, assim, o que deve mergulhar na soja é o lado do ingrediente que caracteriza o nigiri.

-Se realmente são fãs de sashimi, e sentem que o peixe é fresco, tentem comer sem soja, desta forma irão saborear todo o sabor do peixe.

-Por fim, para quem gosta de ir a restaurantes japoneses, os melhores dias para o fazerem são: quartas, quintas e sextas. Porquê? pelo simples facto de ninguém pescar ao domingo, logo o restaurante não receberá peixe fresco ao domingo e segunda, trabalhando apenas com os produtos que estavam em conservação de outros dias. Recebendo peixe fresco à terça feira, este também não é um bom dia para irem, porque o peixe recebido precisa de ser tratado e só a partir de quarta começa a ser servido como sushi ou sashimi.

Para quem não gosta ou nunca provou esta delícia, espero que estas dicas vos ajudem a descobrir o que andam a perder. Para quem já gosta, agora é só aprender a desfrutar da verdadeira forma de o ingerir, obtendo assim o verdadeiro prazer.

Reparem que os japoneses nunca foram um povo stressado ou apressado, muito por culpa da cultura samurai que ainda hoje se faz sentir naquele país, e muito mais no sushi. Um samurai tem paciência naquilo que faz para ser, cada dia que passa, cada vez melhor. A perfeição para eles é algo inatingível. O mesmo se pode adoptar na altura de comer sushi.

Descubram o sushi como um conjunto de peças playmobile, que se encaixam umas nas outras, mas que cada peça tem a sua forma própria, só assim chegarão à forma correcta de o "montar".      

     

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Da estante para o vício


Depois de um curto interregno, estão de volta as minhas maratonas de leitura, sempre a queimar pestana até os olhos ficarem só a meia persiana, responsabilidade do suspeito do costume: George Martin.
Depois de ler toda a obra "As crónicas de gelo e fogo", que dera origem à saga televisiva "Guerra dos Tronos", sempre pensei que o talento deste senhor se tivesse esgotado, mas parece que não. 
O seu mais recente livro editado em Portugal "Sonho Febril", devolveu-me o prazer da leitura, mesmo antes de o ter começado a ler, pelo menos por dentro. Para que tal acontecesse, bastou-me ler algumas críticas de especialistas e dar uma vista de olhos na contracapa para perceber, desde logo, que este não me podia escapar, apresentando-se mesmo como a minha próxima presa a abater.
Esta obra, à semelhança de muitas outras deste autor, foi editada em 1982 nos States, mas só muito recentemente conheceu tradução e edição deste lado do Atlântico.
O romance passa-se em 1857, nas calmas águas do rio Mississsípi, mas de calmo este livro só tem o rio que o contextualiza, porque tudo o resto nos prende às suas páginas como visgo. A um ritmo alucinante, um misterioso navio de seu nome "Sonho Febril", navega as águas escuras de um rio que parece ter muitas surpresas para oferecer. Os sobressaltos são constantes, e os saltos da cadeira também.
Vão por mim, se gostam de suspense e um pouco de terror, este é um livro que vos vai deixar uma nádega colada à outra, quando lhe pegam. Muito por culpa da forma eximia com que o autor desenrola a história, mas quanto a isso já estávamos habituados em "Guerra dos Tronos", com a diferença desta ser muito mais intensa!
Espero sinceramente, que "Sonho Febril" consiga alcançar o estrelato em terras lusas, tal como o fez a algumas décadas atrás nos Estados Unidos, chegando ao top dos tops de vendas.

Até o meu bigode treme...
   

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Vestir bem, bem vestir...


Gostos não se discutem. Mas não existe discussão possível para o bom gosto.
Hoje falo-vos de outro dos meus interesses: moda.
Por mais desligados que sejamos em relação ao estilo e formas de conjugar a roupa no dia-a-dia, quando passa aquela pessoa por nós na rua, somos incapazes de ficar indiferentes.
Sou sincero, à imagem de algumas celebridades, adorava ser seguido por paparazzis para que me tirassem fotos, em momentos de real distracção, pois são as mais giras e aquelas que melhor captam a nossa maneira de ser, por isso serem as mais plagiadas na hora de escolher um álbum para publicar no facebook.
Para vos elucidar deste meu interesse, trago-vos duas referências, no que respeita à arte de bem vestir, a primeira masculina e a segunda para as vaidosas das senhoras.
No plano masculino, venha quem vier, mas há muito que David Beckham, pelo menos neste planeta, não dá chances nesta área. Este Sr., vista o que vestir, está sempre top, e ainda consegue ser o primeiro a lançar tendências. Seja num estilo mais usual ou num estilo mais chic, Beckham apresenta sempre novidades que lhe assentam como uma luva.
Deixo uma imagem como exemplo:


No campo feminino,(sim porque tanto gosto de ver um homem bem vestido como uma senhora) a Sra. que me enche as medidas, não só pela beleza natural que tem , mas muito mais pelo bom gosto em relação à indumentária na hora de sair à rua, é a anjinha da Victoria Secret, Miranda Kerr.
Esta chavala veste-se tal e qual da forma que mais me agrada no estilo de uma mulher da sua idade. Numa mistura de chic/usual, sabe como nenhuma outra, fazer roer as unhas às suas colegas de género, que se matam de inveja cada vez que se cruzam na rua com esta beldade.
Digam lá, mesmo sem saberem quem era, se se cruzassem com uma tipa assim na rua, mesmo não ligando a modas, ficavam indiferentes? Vejamos:



E que tal?
Estas são as minhas referências no que à forma de vestir diz respeito.

Como é óbvio, este bigode gosta de andar sempre muito aprumado...
  





sábado, 1 de dezembro de 2012

Tendencialmente gratuito, mas pouco...


Desta vez juro que vou ser breve.
Tive conhecimento pelos noticiários, de que o governo prepara-se para, mais ano menos ano, incluir propinas no ensino secundário, a começar desde o próximo ano pelos chamados "cursos profissionais". Com o governo sedente de receita, esta nunca me pareceu uma medida que chega-se sequer a ser equacionada, mas ao que parece, aos poucos, vão-nos tirando tudo, até a instrução.
Há muito que o Estado Social se encontra em falência, e quando acompanhado de sede, bem... assim o povão que se lixe!
Se esta medida chegar a ver a luz do dia, o ensino obrigatório deixa de fazer sentido, e a qualificação através da escolaridade idem. Voltaremos a ter uma sociedade a desempenhar funções com base no seu conhecimento prático, e deixaremos de ter as benesses que actualmente temos com programas como "as novas oportunidades".
Já no século passado, o Estado não tinha grande preocupação em ter doutores ou engenheiros, mais preocupado estava em deter pessoas que trabalhassem e soubessem daquilo que fazia, onde crianças, com apenas meia dúzia de anos, começavam a dar no duro para obter conhecimento de um qualquer ofício para o futuro. Mas nesse tempo havia futuro profissional, quer fosse na agricultura, pescas...a grande diferença é que hoje sabemos que o futuro não é amanhã, nem daqui a 10 anos. Então reflictam comigo: o que serão das nossas gerações futuras, que não sendo obrigadas a estudar, ou não tendo posses financeiras para tal capricho, serão aprendizes de quê? feiticeiros?
Na nossa Constituição da República está consagrado que, o ensino é tendencialmente gratuito, o que convínhamos, desde 1976, tem vindo em sentido totalmente contrário, onde propinas são cada vez mais altas, e agora isto...
Quando se paga por alguma coisa, nem que seja a formação académica, espera-se algum em troca, como um emprego...sei lá. O que acontece, é que os alunos pagam o curso ao nosso Estado e vão pôr os seus conhecimentos ao serviço de outro qualquer que os valorize.
Preparem-se para, qualquer dia, ter-mos que pagar para tarefas tão simples como:
-entrar em casa (com tarifas dependentes da hora de entrada);
-estacionar o carro na nossa própria garagem;
- ou até respirar, quem sabe! (afinal, pensem numa coisa, que fazemos hoje, que não tínhamos que pagar, de uma forma ou de outra).

Actualmente a frieza dos números passou à frente de qualquer valor fulcral de cidadania adquirido, com tanto sacrifício,  pelos nossos antepassados! E nós, o que nos deixam fazer para preparar o futuro dos nossos sucessores? 
Vai ser difícil viver neste planeta daqui a uns anos.

Levam-me tudo, mas não me levam as palavras que saem por baixo deste bigode!
Disse...